LUÍS PEREQUÊ PARTICIPA DA MESA ZÉ KLEBER - EVENTO OFICIAL DA FLIP

Mesa Zé Kleber: Paraty: Passando o futuro a  limpo


Em toda FLIP há um espaço gratuito para reflexão das questões locais paratienses. A mesa Zé Kleber foi aberta pelo presidente da Casa Azul, o arquiteto Mauro Munhoz e foi composta por: Victor Zveibel, arquiteto, urbanista que na década de '80 foi Secretário de Obras em , Ana Carla Fonseca, administradora, economista e doutoranda em urbanismo e por Luiz Perequê, músico e defensor da cultura caiçara.
Ana Carla tratou do tema Cidades Criativas, onde deve-se descobrir e divulgar as singulares de cada lugar. Através dessas singularidades, as cidades podem se re-inventar, recuperando áreas degradadas e recuperando a cultura local.

Luiz Perequê fala especificamente de Paraty onde há vários conflitos de setores atuantes como: poder público que quer votos, poder econômico (empresários)que quewrem lucro e a população em geral que quer viver bem. Ele diz que é um erro tentar lotar a cidade de turistas o tempo todo. Defende a necessidade de um período de  defeso da convivência da comunidade.
Perequê questiona ainda essa tendência de se fazer inúmeros eventos e shows, desconexos com a realidade cultural da cidade.
"Será que o Festival da Cachaça realmente precisa de um show do Alceu Valença?", "Será que a Festa do Divino precisa de barraquinhas de comida, como se fosse um rodeio?", diz Perequê. O Centro Histórico tem muitos eventos, mas a grande vedete é o próprio centro. 
Sveibel diz que releu o livro Cidades Invisíveis de Ítalo Calvino para tentar achar alguma semelhança com Paraty, mas ele viu que Paraty é única por sua multiplicidade de características naturais e culturais. Ele destacou que as manisfestações culturais de Paraty não estão apenas no Centro Histórico, mas sim em todo o município.
Ele comenta algumas experiências de outras cidades que se reinventaram, como Curitiba (cidade espetáculo), Barcelona (cidade competitiva). Na Itália há um movimento chamado de Cidades Lentas, cuja maior característica é que não produzem nada, são paradas no tempo e oferecem toda tranquilidade. Essa é a sua riqueza.
Questões de políticas públicas, Plano Diretor, candidatura da Patrimônio da Humanidade, sustentabilidade e qualidade de vida foram abordados por todos os participantes desta mesa.
Ana Carla aponta que é importante não tentar tornar uma singularidade mais palatável, mas compreender que as tradições devem ser mantidas e que elas têm potencial de mercado.
fonte: www.paraty.com.br

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